Como cuidar dos pés no inverno

Cuidar dos pés é fundamental para manter a saúde e bem-estar. Não é porque eles ficam menos expostos que devem ser negligenciados no inverno.

Chegam os primeiros dias frios do ano e sandálias e chinelos logo vão para o fundo das sapateiras. No entanto, o uso de botas e sapatos fechados na estação, sem cuidar bem dos pés, pode ser a porta de entrada das doenças de inverno: ressecamento da pele, frieiras e micoses. Como os pés sustentam toda a estrutura física, é preciso dar atenção a eles, para manter a saúde e a boa aparência, já que, no Brasil, o inverno tem curta duração – e nem chega a afetar algumas regiões.

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Este é um dos principais problemas causados pelo nosso clima: os pés se acostumam a respirar naturalmente com a exposição à luz e ao Sol e, quando são encerrados em calçados, as colônias de microrganismos que vivem em nossa pele começam a crescer excessivamente, com o aumento do suor (os pés suam mais do que as axilas). Mas não é só isto: o uso diário e prolongado de sapatos fechados pode ser responsável por calos, joanetes, unhas encravadas e até pela perda de unhas.

Sem controle, estes problemas determinarão o surgimento de dermatites e também má aparência, com a pele ressecada, rachada e até dolorida. Os fungos e bactérias se multiplicam especialmente entre os dedos e causam micoses. Na medida do possível, estas áreas devem permanecer secas e ventiladas.

Caso seja necessária a extração de uma unha, o tratamento é simples: um podólogo pode retirá-la sem dor (apenas com um ligeiro desconforto, que varia de acordo com a sensibilidade de cada um) e substituí-la por uma prótese de acrílico provisoriamente, até que a unha natural cresça novamente. Se o problema estiver associado a infecções, será necessário adotar um tratamento médico, com aplicação de antibióticos. Em geral, o tratamento é tópico, feito com pomadas.

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Como não é possível, para a maioria das pessoas, retirar os sapatos durante o serviço ou na escola, é preciso dar um trato especial para os pés: ao chegar em casa, presenteie-os com um belo escalda-pés. Pode ser apenas uma bacia com água morna, mas é possível incrementar este “prêmio”, acrescentando sal grosso, essências (menta, hortelã, canela, etc.) e até bolinhas de gude, que massageiam a planta dos pés e relaxam todo o corpo. Isto é muito útil especialmente depois de longas caminhadas e também para quem passa longas horas em pé.

Após o banho, nos dias frios, temos pressa em nos vestirmos: quanto mais rapidamente, melhor será para conseguirmos manter o corpo aquecido. Mas nada de calçar as meias com os pés úmidos: eles devem estar totalmente secos, de preferência naturalmente (a toalha deve ser usada apenas para retirar o excesso). Lixe as calosidades ao menos uma vez por semana, mas nunca corte os calos.

Algumas pessoas suam mais que as outras. É comum, depois de se vestir com rapidez após o banho, descobrir, ao tirar as roupas para dormir, que os pés estão exalando um cheirinho nada agradável. É sinal de que a secagem foi mal feita, ou que é preciso adotar um talco desodorante, de preferência um produto antisséptico.
As meias devem ser de material natural, para permitir a absorção do suor, e trocadas diariamente. Meias sintéticas provocam rachaduras nas plantas dos pés, ajudam na implantação de micoses e causam mau cheiro. Os sapatos, especialmente quando usados por longos períodos, devem ser mantidos em ambiente ventilado, para retirar a umidade.

Os esportistas nunca devem ficar com os pés descalços em banheiros e vestiários públicos. A umidade do ambiente certamente está sobrecarregada de germes. Para os corajosos que se aventuram em piscinas de clubes e academias no inverno, é preciso certificar-se de que há acompanhamento médico, para evitar a implantação de problemas dermatológicos.

Procure alternar os calçados, que preferencialmente devem ser de couro natural e forrados. As mulheres que gostam de saltos altos podem apelar para plataformas e bicos mais largos: isto vale para o ano inteiro, inclusive para garantir maior conforto.

Por fim, é preciso cuidar da hidratação. No inverno, tendemos a beber menos líquidos e a optar por alimentos mais calóricos e em maiores porções (apesar de ser um mito o fato de o corpo demandar mais energia no frio; isto só ocorre com temperaturas abaixo dos 7°C). Sucos e água podem ser substituídos, se necessário, por chás, outras bebidas quentes e sopas.

Depois do banho, use um hidratante indicado para seu tipo de pele. No caso de a pele estar muito ressecada, aplique o produto e durma com meias, para potencializar os efeitos os princípios ativos. Se o ressecamento não ceder, chega a hora de consultar um especialista.

Não se esqueça dos cuidados para não ingerir cafeína (presente nos chás preto, verde e branco) em excesso, o que pode prejudicar o sono, e para controlar os quilos extras obtidos com o consumo de chocolate, queijos, carnes gordas, etc. Não se esqueçam de que “outros outubros virão, outras manhãs cheias de sol e de luz”, como diz o poeta, e novamente vamos lotar as praias: os pés têm que estar em dia.

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