Orquídeas estão entre as mais vendidas no país, mas a maioria das pessoas que as adquire não sabe como cultivar estas belas flores.

É muito difícil encontrar uma pessoa que não goste de flores. Elas alegram qualquer ambiente, são uma peça decorativa barata e dedicar alguns minutos diários para cuidar delas é uma atividade relaxante. No entanto, para muitas pessoas, cultivar orquídeas é frustrante: elas morrem ou não dão flores.

O primeiro cuidado com elas é básico: orquídeas não gostam de muita água. Diversas espécies crescem em galhos de árvore e é muito difícil que uma de suas raízes toque o solo. Com isto, elas se adaptaram, exigindo pouco rega, apenas duas vezes por semana, a não ser em período de estiagem prolongada. Os melhores vasos para cultivar orquídeas são os de barro, porque eles se secam mais rápido. É preciso retirar o pratinho que mantém a água debaixo do vaso.

Como cultivar orquídeas

O melhor substrato é a argila expandida (e não terra), misturada com um pouco de pó de xaxim, recoberto por cascas de pinheiro. As flores podem ficar queimadas se receberem água diretamente sobre elas. Colocando placas de casca de coco próximas ao vaso, é possível que a orquídea lance brotos em direção a elas.

Quando a planta está muito ramificada, com raízes saindo, é hora de trocar o vaso, que é uma tarefa simples: basta comprar um maior, colocar o pequeno dentro e simplesmente quebrá-lo, retirando os cacos. Quando os vasos não conseguem drenar água, é sinal de que há excesso de raízes, que precisam de mais espaço.

A maioria das orquídeas não gosta de sol direto, mas elas precisam ficar em ambientes iluminados e esta planta praticamente não precisa ser adubada. Caso ela esteja “caidinha”, pode-se usar um pouco de torta de mamona ou farinha de osso, tendo o cuidado de não deixar o adubo “queimar” o bulbo, que é muito delicado.

Para as folhas, é preciso adubação a cada 15 dias, com adubo mineral dissolvido em água e borrifado sobre elas com parcimônia. Durante a floração, esta providência deve ficar suspensa.

Poucas doenças atingem as orquídeas. As pragas mais comuns são os pulgões, que podem ser exterminados com uma mistura de água e detergente borrifada nas folhas, e as cochonilhas, que dão mais trabalho: os insetos precisam ser retirados manualmente, com o vaso sob a torneira pouco aberta. Uma escova de dentes é o instrumento ideal para esta operação.

Para a orquídea dar flores

Plantas estressadas, mal nutridas e murchas dificilmente dão flores. É preciso cuidar das orquídeas durante o ano todo, porque elas acumulam a energia para a florada em suas folhas, raízes e bulbos. Se eles não estiverem saudáveis, os botões não surgirão.

Muitas espécies de orquídeas precisam da variação de temperatura e umidade para o florescimento. Por isto, o ambiente ideal é sempre externo. Quem mora em apartamento pode deixar o vaso perto de uma janela entreaberta, à noite, para a planta sentir frio. As da espécie Phalaenopsis, que dão flores semelhantes a um cacho de borboletas, gostam de umidade quente e podem ser deixadas alguns dias no banheiro, um mês antes da esperada floração.

Quando as flores caírem, só retire a haste se ela estiver seca. Se ainda está flexível, é sinal de que ainda está recebendo nutrientes e, assim, podem surgir novos botões.

Cada espécie floresce em determinada época do ano. Viveiros climatizados simulam as condições climáticas dessa época, para garantir o fornecimento às floriculturas, providência impossível para a maioria dos lares. Desta forma, é preciso conhecer sua orquídea para saber as necessidades da planta.

Rega, adubação e iluminação. Com isto, as orquídeas vão viver vários anos e compensarão os cuidados dispensados com muitas flores.

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