Como elaborar um currículo

O currículo é uma descrição sucinta da trajetória educacional e profissional, mas muita gente tem dúvidas sobre como elaborar este documento.

“Trajetória de vida”. Esta é a tradução da expressão latina curriculum vitae. O documento, um resumo das atividades já realizadas no cotidiano de trabalho e estudos, é importante para se candidatar a um emprego e também para pleitear vaga em cursos de extensão e pós-graduação. Muitas pessoas, no entanto, têm dificuldades em elaborar um currículo, sempre pensando na melhor maneira de impressionar o entrevistador.

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A forma mais simples é a que une informação e concisão. Sempre que se oferece uma boa vaga no mercado de trabalho ou quando são abertas oportunidades de pós-graduação numa universidade, a concorrência é alta e os selecionadores recebem muitas propostas para avaliar. Assim, o currículo deve ser breve. Para concorrer a um emprego, deve ser resumido em apenas uma página, no máximo duas. Já para uma pós-graduação, é preciso informar toda a vida acadêmica: cursos, participação em fóruns, painéis, seminários, conferências, etc., mas é preciso cuidado para que o documento não fique pedante ou arrogante.

O currículo começa com a apresentação pessoal do pleiteante: “João da Silva, brasileiro, casado, 40 anos”. Logo abaixo, informa-se o endereço, telefones, e-mail e páginas na internet. Estas informações devem ter algum destaque, pois são os dados para possíveis contatos. Pode-se negritar o texto, ou aumentar o corpo da fonte.

No entanto, não se deve abusar de fontes e cores, para não dificultar a leitura e evitar que o selecionador perca o foco. Duas fontes e alguns destaques, em negrito ou itálico, são suficientes para o documento.

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Um pequeno histórico ajuda na pré-seleção: “Administrador de empresas, fluente no idioma inglês, atuando há seis anos no Departamento de Comunicação, com vasta experiência na produção de eventos promocionais e no relacionamento com agências de propaganda, distribuidores e revendedores”. Para funções que exigem deslocamentos constantes, é preciso informar que possui veículo próprio.

Em seguida, são indicadas as informações escolares. Quem tem nível superior não precisa informar a escolarização anterior, mas deve informar o ano de conclusão:

“Administração, 2005. Especialização em Finanças, 2007”. O mesmo vale para quem tem o nível médio: ninguém conclui o antigo 2º grau sem ter passado anteriormente pelo ensino fundamental. Cursos paralelos (idiomas, informática, formação profissional, etc.), no entanto, devem ser informados num subitem do currículo, sempre em poucas palavras: “Fluente no idioma inglês”, ou “domínio do pacote Microsoft Office”.

Chega a vez de descrever a experiência profissional, começando pela mais recente. Não é necessário relacionar todas as funções desenvolvidas. Por exemplo, quem se candidata a uma vaga de engenheiro civil não precisa informar que foi Office-boy quando tinha 16 anos, já que isto não agrega nenhum valor ao currículo. Basta relacionar as atividades relacionadas à área, inclusive estágios e projetos realizados durante a graduação.

Nas informações adicionais, outro item do currículo, devem ser informados cursos não diretamente relacionados à função pretendida (“domínio do idioma japonês”, para um currículo enviado a uma multinacional alemã), hobbies (para dar exemplos da vida pessoal) e atividades no voluntariado. Muitas instituições valorizam o desenvolvimento de práticas voluntárias, que enfatizam o caráter social do candidato e suas preocupações ambientais, com as crianças, idosos, etc. Outro ponto importante é demonstrar, em poucas palavras, conhecimento e interesse pela área de atuação da empresa.

Por fim, é preciso evitar “valorizações e exageros”. Muitos candidatos omitem ou destorcem informações. É comum encontrar jovens de 18 anos, ainda não dispensados do serviço militar obrigatório, que informam já estarem liberados. Outro fato comum é “turbinar” a escolarização ou o domínio de idiomas. Todas estas informações são facilmente checadas pelos departamentos de RH nas entrevistas e “queimam o filme” dos candidatos.

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