Como escolher a prótese de silicone

Aumentar o tamanho dos seios requer planejamento

Há mulheres que nascem com pouco busto e se sentem constrangidas de usar blusas justas ou decotadas ou mesmo de usar um traje de banho que destaque o tamanho de seus seios. Para elas, o alento surgiu com o advento das cirurgias de implante de próteses de silicone nos seios, com o intuito de aumentar o tamanho das mamas, deixando-as mais femininas, firmes e elevando a autoestima.

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Todavia, há poucos meses surgiram problemas relacionados à má escolha da prótese de silicone. Afinal, um fabricante francês que usava matéria-prima de péssima qualidade passou a oferecer próteses de baixo custo e que poderiam se romper, causando diversos problemas de saúde às pacientes, em alguns casos colocando até mesmo as suas vidas em risco.

Escolher o médico e o hospital no qual realizará a cirurgia de implante mamário é um dos primeiros e mais importantes passos que a paciente deve tomar em direção à nova silhueta. Um médico competente e responsável a ajudará a escolher a prótese que mais se adequa às suas expectativas, mas também que mais combina com o seu tipo físico. Afinal, não adianta exagerar na dose e comprometer, por exemplo, a saúde da coluna e o bem-estar estético. Também não se deve exagerar no tamanho e no formato para evitar um resultado que não pareça natural.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa – anunciou novas medidas protocolares para garantir a segurança na escolha das próteses também de forma a evitar problemas de rompimento e vazamento de silicone. Uma prótese certificada deve ter várias camadas de silicone na cobertura, textura próxima à do tecido da mama, devem ser registradas em até três lugares para garantir a segurança do paciente e sempre com silicone de uso médico, jamais de uso industrial – mais barato e que pode causar lesões à saúde.

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Antes de fazer a cirurgia é preciso realizar diversos exames, como ultrassonografias, mamografias, exames de coagulação sanguínea, entre outros e a operação deve ser realizada em hospitais que contem com unidade de terapia intensiva (UTI) que possa garantir o rápido atendimento em caso de qualquer alteração no percurso da cirurgia.

Os médicos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica afirmam que próteses de boa qualidade, implantadas por profissionais competentes, podem demorar de 15 a 20 anos para serem trocadas, mas ainda assim as pacientes siliconadas precisam realizar ressonâncias magnéticas anuais ou mamografias digitais para checar a saúde da mama e a condição da prótese.

A cirurgia de implante mamário não é isenta de dores, mas é considerada simples pela maioria dos médicos. Dentre os cuidados no pós-operatório estão o uso de analgésicos para aplacar a dor, dreno para evitar infecções, uso de sutiã reforçado para não danificar as estruturas da pele e também para sustentar a mama e sua prótese.

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