Como escolher o colchão ideal

Em média, passamos um terço da vida dormindo. Por isto, o colchão ideal significa melhor qualidade de vida.

Como escolher o colchão ideal? Esta decisão depende de inúmeros fatores, como peso e altura. É importante pesquisar antes da compra, que é relativamente rara, pois a vida útil de um colchão é de cinco a 15 anos. Dormir não significa necessariamente descansar e uma noite ruim de sono pode determinar fadiga, dores musculares, na coluna e articulações, irritabilidade, etc.

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A medida também é importante, especialmente para os mais altos. O padrão para o colchão de casal é de 1,38 x 1,88 m, mas há também os queen size (1,58 x 1,98 m) e king size (1,80 x 2,03 m). Quem opta por estes modelos precisa providenciar a aquisição de roupas de cama também maiores.

Um colchão muito macio, apesar de dar a impressão inicial de maior conforto, é totalmente contraindicado pelos médicos e fisioterapeutas. Ele não consegue sustentar adequadamente a coluna, deixando-a deformada, o que significa muitas dores ao longo do dia, além de problemas ortopédicos mais graves no médio prazo, como escolioses, lordoses e cifoses.

A escolha do travesseiro também é importante: quem dorme em decúbito lateral deve escolher o que dê sustentação ao pescoço, mantendo a cabeça como se estivesse na posição em pé. Quem dorme de barriga para cima pode optar apenas por um rolo, que sustente pescoço e nuca. Por fim, o travesseiro é dispensável para quem dorme de bruços, para não deixar a cabeça arqueada.

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Propriedades curativas

Não há nenhuma comprovação científica dos alegados efeitos terapêuticos proporcionados por colchões magnéticos, vibradores, quânticos e com tratamento infravermelho. Além disto, eles são bem mais caros. Há colchões infravermelhos (que supostamente atua sobre as moléculas de água do corpo, promovendo os mesmos efeitos do Sol do início da manhã) vendidos por até R$ 5.000,00.

De qualquer forma, se for esta a escolha, é preciso verificar se ele possui certificado da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que só é concedido a partir da apresentação de pesquisas e laudos técnicos.

Os melhores do mercado

No momento da compra, não se deve guiar pelo preço. É preciso verificar a densidade da espuma indicada para o peso, que dá sustentabilidade e firmeza para o corpo durante o sono. Mas uma pessoa que prefira colchões mais duros pode escolher uma densidade maior do que a indicada, sem prejuízo para a saúde.

Os colchões devem ter o selo do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). A ausência do selo indica que o produto não passou pela inspeção e, portanto, pode ter uma densidade diferente da indicada.

O conforto é igualmente importante: existem colchões de molas de aço interligadas (modelo bonnel) ou ensacadas individualmente – é o modelo pocket, ideal para casais com grande diferença de peso (mais de 30 kg), já que reduz as vibrações quando um dos parceiros se movimenta –, de viscoelástico – conhecido como “espuma da NASA”, que garante a deformação para melhor acomodação, sem perder a sustentação – e também os com pillow top, que é uma camada extra de espuma, para quem prefere maior maciez.

Os colchões de mola não são indicados para camas com estrado, porque eles se deformariam em pouco tempo. Eles devem ser usados em camas com box, que garantem estrutura uniforme para toda a superfície.

Todos estes modelos são bem mais caros que os colchões de espuma – que são vendidos a partir de R$ 350,00, contra os R$ 2.250,00 de um colchão de viscoelástico na medida padrão (os preços foram obtidos em uma rápida pesquisa na internet).

Na comparação, no entanto, a durabilidade, conforto e melhor qualidade de sono indicam que eles são os mais adequados. Colchões de espuma, os mais vendidos do mercado, se deformam rapidamente e precisam ser trocados com maior frequência.

Limpeza diária

Colchões de espuma mantêm as qualidades por até oito anos (quanto maior a densidade, maior a vida útil). Já os de mola são mais duráveis: até 15 anos.

Seja como for, todos eles têm prazo de validade, porque, mesmo que higienizados e arejados constantemente. Para evitar o acúmulo de ácaros, é preciso trocar a roupa de cama semanalmente, aspirar o colchão e aproveitar para virá-lo. Em um ano, um colchão pode acumular até um milhão de ácaros.

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