Sangramento contínuo deve ser examinado por médico de confiança

Toda mulher sabe a chatice que lhe aguarda mensalmente: passar alguns dias tendo que lidar com os incômodos do período menstrual. A maioria se acostuma com a rotina ao passar dos anos, mas para algumas, menstruar pode ser quase como uma tortura.

Como fazer para lidar com a menstruação excessiva

Por causa da Tensão Pré-Menstrual (TPM), cólicas e problemas de saúde, há mulheres que sofrem para menstruar e há aquelas que passam por hemorragias que lhes trazem grande desconforto físico e emocional.

A causa da menstruação excessiva deve ser investigada pelo médico de confiança, já que pode ser causada por problemas como desbalanceamento hormonal (comum na puberdade e também no período pré-menopausa), fibromas (tumores benignos), endometriose (doença que causa o deslocamento de tecido uterino para outros órgãos e para a cavidade abdominal), pólipos e cistos, inflamações pélvicas causadas por bactérias e fungos e até mesmo câncer de colo de útero. A síndrome do ovário policístico, distúrbios da tireoide, problemas de coagulação sanguínea, aborto e gravidez ectópica (fora do útero) também são outras causas que precisam ser averiguadas pelo ginecologista e que levam ao sangramento excessivo.

A hemorragia menstrual causa insegurança na mulher, que se sente desconfortável até para sair de casa e trabalhar por medo de se sujar com o excesso de sangue, e pode prejudicar a saúde, levando à anemia e deficiências de nutrientes, o que levaria à necessidade de tratamentos específicos e dieta equilibrada. Para as mulheres que acham que sangram demais – o que os médicos estimam ser a queixa de uma a cada três mulheres -, mas não têm ideia de qual é o limite da normalidade, os médicos alertam que a menstruação normal deve durar de quatro a oito dias, ser clara e ter entre 60 e 150 ml por mês (o que equivale a 4 a 12 colheres de chá ou até 12 absorventes). Se notar alterações em relação a essas características, procure o ginecologista e solicite uma avaliação.

Se após a investigação médica nenhum problema for constatado, não é preciso seguir sofrendo com o incômodo, já que a hemorragia pode ser tratada com a terapia hormonal, como o uso de anticoncepcional e dispositivo intra-uterino (DIU), ou mesmo de medicamentos específicos. A cirurgia para reduzir o tamanho do útero ou mesmo para removê-lo deve ser considerada em casos graves, mas sempre como última opção aos tratamentos medicamentosos. É importante lembrar que a supervisão médica se faz necessária em todos os casos para evitar transtornos maiores causados pela automedicação.

Receba mais sobre "Como fazer para lidar com a menstruação excessiva" e outros artigos do Como Fazer Online no seu e-mail. É grátis!



Faça um Comentário