Como obter uma bolsa de estudos do Ciência sem Fronteiras

Uma parceria entre as instituições CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do Ministério da Educação) permitiu a organização do programa Ciência sem Fronteiras, cujo objetivo é fomentar a produção científica e tecnológica brasileira, através da qualificação de estudantes brasileiros em universidades de todo o mundo, reconhecidas pela excelência em educação.

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O programa pretende distribuir 101 mil bolsas de estudo, para os níveis de graduação (tecnólogo e bacharel) e pós-graduação (mestrado e doutorado). Este estágio no exterior visa permitir aos alunos contatar sistemas educacionais competitivos em ciência, tecnologia e inovação. O programa também pretende atrair pesquisadores estrangeiros, em convênios com universidades brasileiras.

A bolsa de estudos compreende auxílio-instalação, para cobrir as despesas de viagens e moradia, seguro-saúde e seguro-deslocamento. Estes valores serão creditados ainda no Brasil, após a confirmação da matrícula. Mensalmente, os alunos receberão uma quantia para custear suas despesas, que varia de acordo com o país.

Para melhorar mão de obra capacitada e inovadora, o Ciência sem Fronteiras pretende:

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• garantir pessoal qualificado para o avanço do conhecimento no país;
• aumentar o número de estudantes brasileiros em centros de pesquisa no exterior;
• atrair talentos científicos para trabalhar no Brasil;
• ampliar o conhecimento inovador na indústria brasileira de tecnologia.

As áreas prioritárias do programa são: engenharia, ciências exatas e da saúde, tecnologia da informação, farmácia, petróleo e gás, biotecnologia, nanotecnologia, prevenção de desastres naturais, ciências do mar e formação de tecnólogos. Os estudantes podem optar nos seguintes países: Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Holanda e Portugal.

Candidatos a cursos de graduação precisam ter atingido nota mínima de 600 no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), estar matriculado em instituição de ensino superior e já ter cumprido 20% dos créditos necessários para o bacharelado. Os tecnólogos precisam ter cursado ao menos o primeiro semestre do curso e no máximo, estar cursando o penúltimo período.

Prêmios em olimpíadas científicas e bolsas de iniciação científica do CNPq e da Capes são classificatórios. Além disso, precisam cumprir as exigências da instituição escolhida (como proficiência no idioma, por exemplo).

Para os cursos de pós-graduação, é preciso estar matriculado num curso de mestrado ou doutorado, ter o aceite da universidade e submeter a proposta ao orientador do curso no Brasil.

Existem outras exigências, que variam de acordo com o curso e o país. Informações detalhadas podem ser obtidas no site do programa.

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