Como se livrar da acne

Provocada pela produção excessiva das glândulas sebáceas, a acne é responsável por sérios problemas estéticos.

A acne é uma doença dermatológica bastante comum, associada à produção dos hormônios sexuais masculinos. Ela provoca o aumento da secreção das glândulas sebáceas.

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Esta substância gordurosa é importante porque forma uma película que protege a pele e lubrifica os pelos. No rosto e no couro cabeludo, existem até 900 glândulas por centímetro quadrado: são menos abundantes no tronco e nos membros e inexistem nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.

Estas glândulas possuem uma série de sacos de produzem o sebo, drenado por um canal comum para os poros e folículos pilosos. Quando a quantidade excede o volume normal, a secreção não consegue ultrapassar a abertura do poro; o acúmulo provoca a formação de cravos pretos e brancos que, ao contrário das espinhas, não cedem: se não forem retirados, permanecem na pele e permitem a proliferação de uma bactéria que coloniza a pele humana: a Propionibacterium acnes, uma espécie de gari da pele: ela se alimenta do sebo. Quando as colônias se multiplicam, no entanto, acabam provocando a obstrução de outros poros, gerando centenas de cravos: isto é a acne.

A acne não é contagiosa, é mais comum na puberdade, quando a epífise libera a produção hormonal, mas pode persistir em adolescentes e adultos jovens. Apesar de a acne estar relacionada à testosterona, é preciso lembrar que as mulheres também produzem este hormônio, em menor quantidade.

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A doença pode persistir na idade adulta. Nestes casos, a acne está relacionada ao ciclo menstrual e costuma ser mais grave nos homens. Sem tratamento, pode persistir por toda a vida. Trata-se de um problema causado por muitos fatores: hereditariedade, alterações hormonais, infecção por bactérias e até o estresse emocional respondem por agravamentos da acne.

As lesões ocorrem principalmente no rosto, mas podem afetar ombros, tórax e costas. A intensidade varia de acordo com o tipo de pele e a predisposição genética. Pode ocorrer coceira, irritação e dor. Não existem estudos concludentes sobre a influência de alimentos na acne, mas dermatologistas sugerem aos pacientes que, se perceberem alterações na pele após a ingestão de chocolate e gorduras (inclusive nozes, amendoins, etc.), devem excluí-los da dieta.

A acne prejudica a aparência e pode levar ao isolamento e à queda da autoestima. Ela é classificada em cinco graus, desde os cravos abertos sem sinais inflamatórios, até a queda do estado geral do paciente, que pode demandar internação hospitalar. Na acne comedônica (grau I), surgem cravos abertos e fechados; na pápulo-pustulosa (grau II), pápulas (lesões sólidas) e espinhas com pus se tornam visíveis; na nódulo-cística (grau III), ocorrem lesões mais profundas e dolorosas; na conglobata (grau IV), os nódulos são intercomunicantes, aparecem cistos e abscessos com muito pus e a aparência pode se tornar muito desagradável; a acne fulminans (grau V) induz a outras infecções e prejudica a saúde integral do paciente.

A maioria dos pacientes recorre a receitas caseiras, como espremer os cravos e espinhas ou usar cremes sem indicação médica. O resultado pode ser a ocorrência de cicatrizes profundas, bastante difíceis de corrigir. O tratamento varia de acordo com a gravidade: desde a aplicação de medicamentos no local (ácido retinoico ou peróxido de benzoíla), até o uso de antibióticos orais, tópicos ou injetáveis para corrigir lesões inflamadas e purulentas.

A limpeza de pele é um tratamento complementar, assim como a dermoabrasão, peelings e laser. São eficazes apenas quando associados ao tratamento dermatológico. Em muitos casos, o acompanhamento médico é necessário por toda a vida.

Lavar o rosto várias vezes ao dia não previne nem reduz a acne já instalada, mas é importante limpar a pele. Espremer espinhas e cravos pode provocar lesões graves. Ao contrário do que se imagina, a exposição ao Sol não tem nenhum efeito sobre a acne: ajuda a secar espinhas isoladas, mas não altera a disfunção hormonal. O ideal é o acompanhamento médico.

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