Como se livrar das armadilhas dos planos de saúde

Na hora de fechar um contrato com uma operadora de saúde fique atento para não cair nas armadilhas.

Quem paga por um plano de saúde espera que, nos momentos de emergência, possa ser bem assistido. Mas, infelizmente, nem sempre é isto o que acontece e a dor de cabeça em momentos cruciais podem ser grandes. E também evitados. Se você pretende assinar um contrato com uma operadora de saúde, leia o texto abaixo e tire todas as suas dúvidas e a quem recorrer se preciso:

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– Tenha em mente o que você deseja antes de fechar o contrato. Confira o que a operadora tem a oferecer:

Plano ambulatorial: inclui consulta;

Plano hospitalar: com internação;

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Sem cobertura obstétrica;

Com cobertura obstétrica: faz parte o pré-natal, parto e assistência ao bebê até completar 30 dias de vida;

Cobertura nacional: você pode optar pela cobertura somente na cidade em que vive;

Tipo de internação: enfermaria ou apartamento;

Abrangência do plano: individual, familiar ou por adesão. Este último é feito através de sindicatos ou entidades de classes.

– Acesse o site da empresa e consulte os hospitais disponíveis dentro do plano que você tem em mente contratar. É interessante saber a localização e quais que possuem recursos para tratamentos mais complexos, como nos casos de câncer;

– Não assine o contrato antes de conferir se a seguradora tem boas recomendações. Peça ao corretor lhe informar o número do registro da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e consulte o site. Acesse www.ans.gov.br, vá até “plano de saúde e operadoras” e clique na opção “informações e avaliação de operadoras”. Verifique como está o índice das reclamações do plano de saúde que você pretende contratar e a avaliação da operadora. Se a avaliação estiver baixa, desista. Preste atenção nas operadoras que estão enfrentando liquidações judiciais. Elas enfrentam graves problemas financeiros e certamente lhe trará dificuldades. Melhor evitar;

– O site do PROCON também é bastante útil para saber, no cadastro de reclamações, como estão as queixas e quais as mais frequentemente relacionadas. A dica é não assinar contrato com empresas que apresentam negativas de cobertura, ou seja, não autorizam os procedimentos solicitados;

– Sempre mantenha bem guardado nos seus arquivos pessoais a cópia do contrato e da declaração de saúde. Estes 2 documentos podem ser muito úteis caso um dia você precise processar a operadora.

Mas e se você já é cliente? Abaixo seguem dicas para você fugir das armadilhas do contrato:

– Os reajustes além da conta podem ser motivados pelo tipo de contrato escolhido. A ANS define o teto de reajuste, portanto as parcelas não podem ultrapassá-lo. A saída é reclamar direto na Agência Nacional de Saúde Suplementar e tentar buscar uma solução por lá. Em casos de contrato por adesão não existem regras para limite de aumento. Ainda assim, se você julgar que os valores estão extrapolando, procure o Juizado Especial. Há também o reajuste por faixa etária;

– Havendo demora para o agendamento de consultas ou exames não pense 2 vezes em reclamar para a ANS, através do número 0800 701 9656. Confirmado o abuso, a Agência pode multar o plano. Vale também procurar o PROCON;

– Quando o plano não autorizar um atendimento de emergência, vá direto ao Juizado Especial Cível. Para estes casos não é preciso advogado. Se houve pagamento do procedimento que não foi devidamente coberto pelo plano de saúde, peça o valor de volta na Justiça e mais indenização por danos morais.
Fique de olho e não evite em ir atrás dos seus direitos.

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