Como se livrar dos maus hábitos

Não adianta tentar esquecer os doces. O cérebro desiste de algo quando aparece outra coisa para ocupar o lugar.

Ultimamente a ciência vem estudando o melhor modo de deixar aquele hábito ruim, e descobriu uma coisa: Simplesmente jogar o problema para o lado não funciona. O ideal é trocar o mau costume por algo mais saudável ou divertido. De acordo com o jornalista Charles Duhigg, você pode mudar qualquer comportamento se descobrir porque o faz.

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Para trocar os costumes que atrapalham como navegar na internet até de madrugada, nunca levantar cedo ou tomar muito café, é preciso primeiramente estuda-lo. Pesquisas mostram que o costume é formado por três níveis: 1º – surge causa para iniciar tal comportamento. 2º – vem a rotina. 3º – o prêmio por se comportar de tal maneira.

Para exemplificar melhor, vamos imaginar uma cena: um filhote de cachorro ouve a tigela batendo no chão. Ele vai em busca do som, passa por um cômodo onde o dono havia entrado, entra nele e não há nada. Vai para outro cômodo onde está a tigela com comida. Com o tempo, o cachorro ouve o som e vai direto à ração. Ele escuta o barulho (causa), vai direto à tigela (rotina) e come a ração (prêmio), sem passar por outros cômodos.

Isso acontece com as pessoas o tempo todo. Os hábitos são uma forma que o cérebro encontra como via mais curta para tarefas que fazemos o tempo todo. Assim não perdemos tempo nem gastamos energias com coisas que já sabemos.

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Como localizar um mau costume

Alguns passos podem ajudar a identificar quando um hábito ruim vira rotina e como transformá-lo em algo muito melhor. Usaremos um exemplo, mas as regras funcionam com qualquer costume.

Número 1: Diagnóstico

Para diagnosticar um problema, é preciso pensar na rotina. Por exemplo, enrolar para começar um trabalho. O que causa a demora? Cansaço? Outras coisas a fazer?

Preguiça? E qual o prêmio? Fazer outra tarefa, ou descansar um pouco, ou ler uma história em quadrinhos? Falar com os amigos? Para achar a causa, sempre que não quiser iniciar uma tarefa, programe o alarme para 15 minutos e indague: você ainda está cansado? Se não está mais, descanso é o prêmio em questão. Você ainda quer conversar? Se quer, socializar não é o motivo.

Número 2: Qual o prêmio?

Dia um: quando for começar o trabalho e pensar em fazer outra coisa demorada e mais “importante”, beba um pouco d’água, e comece suas tarefas. Dia dois: coma uma fruta e converse com um colega enquanto não termina. Volte e trabalhe. Dia três: leia algo interessante ou vá até a lanchonete comprar um chiclete de menta. Assim você vai saber o que realmente está buscando.

Número 3: Ignore a causa

Assim que começar a pensar em motivos para começar a trabalhar naquele momento, analise o local, as horas, o estado de espírito (com sono, agitado, curioso), se há alguém por perto, o que você fez anteriormente e o fará depois. Depois de repetir por 3 dias, como no passo anterior, você descobrirá a causa inicial. Pode ser alguém, ou um lugar, ou horário.

Número 4: Planeje

Se o gatilho para o costume é um lugar, evite-o. Se é uma hora, faça outra coisa no momento, como beber água ou comer uma maçã. Você pode até colocar o despertador para tocar e se obrigar a fazer algo novo (e bom). Depois seu cérebro estará automático e seu novo hábito será saudável, e não prejudicial.

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