Como se proteger do câncer de pele

Com a exposição cada vez maior aos raios UV, a incidência do câncer de pele está cada vez maior. Descubra como se proteger.

Prevenir o surgimento de um câncer é reduzir as causas que proporcionem o desequilíbrio que provoca o desenvolvimento celular anormal. No caso do câncer de pele, é proteger o nosso maior órgão do nosso corpo. A pele corresponde a 7% do peso de um adulto e, se fosse esticada, ocuparia uma área de dois metros quadrados, de espessuras diferentes.

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Existem basicamente dois tipos de câncer de pele: o não melanoma (carcinoma basocelular – 75% dos casos – e carcinoma epidermoide), o mais comum e que raramente determina a morte do paciente, e o melanoma, responsável por apenas 5% dos casos, mas por 75% das mortes. Há quatro subtipos do melanoma: o superficial (sete em cada dez casos, menos agressivo), nodular, lentigo maligno e acral lentiginoso (o mais raro e agressivo, que acomete principalmente indivíduos de pele escura).

Existem fatores imponderáveis com relação ao câncer de pele: um deles é o histórico familiar: pessoas com casos de tumores epiteliais entre seus ascendentes diretos têm maior probabilidade de também desenvolvê-los, mas é possível se proteger adotando medidas simples, como usar protetor solar (ou bloqueador, para pessoas de pele muito clara), chapéu, guarda-sol e evitar o Sol entre 10h e 16h, mesmo nos dias nublados.

A exposição à luz

No Brasil, o câncer de pele é o mais frequente: 25% dos diagnósticos anuais de tumores malignos são deste tipo (mais de 134 mil novos casos em 2012) e ele incide em todas as regiões do país. É mais comum entre pessoas com mais de 40 anos, raramente atingindo crianças e negros. Apesar de afetar mais mulheres (71.500, contra 62.700 homens – dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer), o número de óbitos entre pacientes masculinos é maior, provavelmente porque os homens demoram mais tempo para procurar ajuda médica.

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O maior agente causador é o Sol. A luz solar é dividida em raios infravermelhos, luz visível (porque o olho humano só consegue distinguir as sete cores do espectro, com seus diferentes tons) e raios ultravioleta A, B e C (estes últimos são refletidos para o espaço). Com a redução da camada de ozônio, que protege a superfície do planeta contra esta radiação, os riscos vêm aumentando a cada ano.

Ao atingir a pele, os raios ultravioleta B provocam envelhecimento precoce, lesões pré-cancerosas e câncer de pele. Portanto, a melhor forma de se proteger é cuidar da pele. Qualquer pessoa que tenha se exposto excessivamente ao Sol sabe os efeitos: os agudos são vermelhidão, espessamento da pele e inchaço – em alguns casos, surgem queimaduras e bolhas.

No médio prazo, a radiação UV acentua rugas, resseca e engrossa a pele (uma estratégia evolutiva para o organismo se proteger) e pode provocar catarata (portanto, os olhos também precisam ser protegidos: as lentes com proteção contra os raios UV são as mais indicadas), além do câncer de pele. Cinco queimaduras de pele são suficientes para dobrar a incidência do tipo melanoma.

É importante lembrar que, sempre que há emissão de luz, há emissão de raios UV (com exceção das luzes fluorescentes, que não têm efeitos fotobiológicos). As lâmpadas incandescentes produzem calor, através dos raios infravermelhos, e luz (e por isto consomem mais energia). Lâmpadas dicroicas podem ter efeitos carcinogênicos, se a fonte estiver a menos de 50 cm da pele.

No entanto, sabe-se que a radiação UV, em quantidades adequadas, é útil para a saúde humana. Ela estimula a sintetização da vitamina D, necessária para a saúde dos ossos e o funcionamento do sistema imunológico e é usada no tratamento de doenças como vitiligo, psoríase, algumas doenças inflamatória e no linfoma cutâneo, que afeta os linfócitos T.

O diagnóstico

Em geral, o diagnóstico é clínico, através de um exame de inspeção, com a avaliação de manchas e irregularidades na pele. A maioria dos tumores leva muito tempo entre o surgimento das lesões e sua disseminação. O médico procura áreas suspeitas em regiões de difícil acesso para o paciente, como as costas e o couro cabeludo, já que o câncer de pele está associado à exposição ao Sol.

Estudos científicos demonstram que campanhas educativas, para ensinar a população a identificar lesões precoces e procurar os serviços de saúde logo no início, para obter o diagnóstico de certeza e iniciar o tratamento. A rede pública brasileira, no entanto, não está preparada para atender a esta demanda.

O tratamento

Cada tipo de câncer de pele exige um tratamento específico. No entanto, o tipo é menos importante do que a extensão da lesão (ou lesões). A técnica mais comum é a retirada cirúrgica do tecido lesionado, que, em alguns casos, pode ser ambulatorial, e o acompanhamento regular do paciente nos meses seguintes, para verificar eventuais recidivas (o retorno da doença).

Nos casos mais graves, pode ser necessário recorrer a recursos terapêuticos mais invasivos, como quimioterapia ou radioterapia.

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