Como tratar a infertilidade masculina

Nos casos de infertilidade conjugal, em cerca de metade dos casos decorre de problemas masculinos.

A infertilidade masculina é uma afecção causada por uma doença anterior. Cerca de 25% dos casos derivam da varicocele, que é a dilatação das veias do escroto (40% dos portadores de varicocele são inférteis). Outras causas comuns são:

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• infecções no trato seminal, como prostatite e uretrite;
• atrofia testicular, que é a redução dos testículos;
• criptorquidia, a descida incompleta dos testículos para a bolsa escrotal.

Estas doenças prejudicam a quantidade e qualidade do sêmen e dos espermatozoides, provocando a infertilidade masculina. Fatores ambientais, como exposição à poluição, radiação, pesticidas, bem como tabagismo e uso frequente de álcool são determinantes da esterilidade.

Os meninos, na entrada da puberdade, devem ser avaliados por um médico, para verificar o desenvolvimento adequado do aparelho genital e, se necessário, promover o tratamento necessário. A medicina preventiva sempre implica resultados mais eficazes e rápidos.

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Estudos indicam que 15% dos casais apresentam problemas de fertilidade. Em homens adultos, o médico inicia o tratamento pelo exame clínico e o histórico sexual do casal, seguido de um espermograma, para avaliar a qualidade do material genético. É importante, em casos de esterilidade, que ambos os cônjuges sejam avaliados, por urologista e ginecologista, para que o diagnóstico seja alcançado com a máxima brevidade.

Em alguns casos, constata-se a azoospermia, que é a ausência total de espermatozoides no sêmen. Caso esta ausência seja causada por um bloqueio, geralmente provocado por traumas no escroto, é possível a correção cirúrgica ou a coleta das células para uma inseminação artificial, mas se a causa for a não produção de espermatozoides, o tratamento é muito difícil.

Outro caso frequente é a oligospermia, que significa a redução do número de espermatozoides. Em condições normais, a contagem de espermatozoides fica acima de 20 milhões de células por mililitro do material ejaculado, com metade delas dotadas de motilidade adequada (possam se conduzir da vagina à trompa, para eventualmente fecundar o óvulo). As causas podem ser permanentes ou transitórias, causadas pelas doenças acima relacionadas e também pelo estresse e por anabolizantes esteroides.

Não existem tratamentos para aumentar a produção de espermatozoides. A medicina ainda desconhece como os hormônios masculinos agem nos testículos. Disfunções hormonais podem ser corrigidas com reposições e os processos inflamatórios são facilmente reversíveis.

A infertilidade pode ter causas emocionais. O casal fica ansioso por gerar um filho, esquece o prazer e passa a manter relações sexuais com o propósito único de engravidar. Alguns casais, depois de terem ouvido a recomendação de manter relações três vezes por semana, chegam a fazer sexo três vezes no fim de semana, para compensar a abstinência provocada por questões profissionais e outras, o que de nada adianta, já que a produção seminal masculina não se recupera tão rapidamente e a ovulação feminina pode ocorrer noutros dias, que não o domingo.

Se o diagnóstico for de infertilidade sem causa aparente, o melhor a fazer é aproveitar a vida conjugal e dar tempo para a natureza fazer o seu trabalho.

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